sexta-feira, 20 de novembro de 2009

François Jullien 20.11.09

China Superpower
http://www.youtube.com/watch?v=3Cj0MAKmQIg
François Jullien
http://lutaaquariana.blogspot.com/2009/05/francois-jullien.html
Anne Cheng
http://lutaaquariana.blogspot.com/2009/05/anne-cheng.html
- Por que fazer da China o tema de sua pesquisa?
François Jullien - No início me interessei pelo pensamento grego, mas depois pela China porque ela possui uma exterioridade marcante em relação à cultura europeia. Exterioridade de língua, já que o chinês não pertence à grande tradição indo-europeia; de história, já que os contatos da Europa com a China se tornaram mais frequentes apenas a partir do século 16, na esteira das missões de evangelização, e ganharam intensidade na segunda metade do século 19, como desdobramento do processo colonial moderno. Apesar das diferenças, ambas, Europa e China, são comparáveis. Não se trata de buscar o exotismo da China, mas de evidenciar quanto ela é um caso particularmente tipificado e com forte exterioridade em relação à cultura europeia. Minha abordagem é filosófica. Trabalho sobre um pensamento constituído e explicitado, com o objetivo de reinterrogar o pensamento europeu a partir de fora.- Qual é a diferença entre exterioridade e alteridade? Jullien - Sim, eu mencionei exterioridade e não alteridade, porque a exterioridade é algo dado pela geografia, pela língua, pela história: pode-se constatar. Por sua vez, a alteridade é uma construção cultural. A China está alhures; mas em que medida ela se constitui em um outro? É o que Foucault chamava literalmente, em As Palavras e as Coisas, de heterotopia da China, distinta da utopia. As utopias confortam, as heterotopias inquietam. Mais do que a diferença do pensamento extremo-oriental com relação ao europeu, há uma indiferença nutrida tradicionalmente entre esses termos. O primeiro desafio é sair da indiferença mútua, de maneira que um possa visualizar o outro, numa mudança de enfoque que suscite o pensar. - Quais seriam os outros modos de inteligibilidade no mundo contemporâneo, paralelos à tradição judaico-cristã e ao racionalismo ocidental?Jullien - Contrariamente ao que pretende a história ocidental da filosofia, o Extremo Oriente não ficou em estado pré-filosófico. Ele inventou seus marcos de abstração, conheceu uma diversidade de escolas e explorou outras fontes de inteligibilidade.Há um benefício duplo nesse percurso intelectual da China. Além da descoberta de outra inteligibilidade, sonda-se até onde pode ir essa desterritorialização do pensamento. Mas o deslocamento implica também um retorno. Do ponto de vista da exterioridade, cabe retornar aos pressupostos a partir dos quais se desenvolve a razão europeia. São pressupostos ocultos, não explicitados, que o pensamento europeu veicula como uma evidência. O objetivo aqui é remontar ao impensado do pensamento, captando a razão europeia ao inverso, a partir de sua exterioridade. Pensar na China é justamente sair do grande movimento pendular entre Atenas e Jerusalém, encarnado pela filosofia europeia. - Quais as consequências dessa compreensão para a percepção da China contemporânea? Jullien - Eu proponho a noção de "potencial de situação" para compreender a concepção chinesa de eficácia. Apanho-a dos estrategistas da Antiguidade, como Sun Zi e Sun Bin. Mais do que modelar uma fórmula ideal colocando-a como uma meta, o que implica forçar a impregnação dessa meta na realidade, aquilo que vem a ser eficácia na China se aplica a demarcar, a detectar os fatores favoráveis existentes no seio da situação abordada. A ideia é fazer evoluir continuamente a situação em função dos fatores que podem ser revelados, de maneira que da situação mesma decorra o efeito. Assim, se hoje não é favorável, é preferível esperar, mais do que se destroçar enfrentando uma situação adversa. É por isso que prefiro para a China o termo "eficiência", mais do que "eficácia". Eficiência permite compreender a continuidade de um desdobramento e, ao mesmo tempo, a arte de captar sua imanência, sem evidenciar a imposição de um projeto. Donde decorre uma segunda noção: a de "transformação silenciosa". Ora, diferentemente do herói europeu, que não apenas estabelece uma meta como age de maneira que propicia a forma ideal que traçou, um dos temas mais marcantes do pensamento chinês é o não agir, que não deve de forma alguma ser compreendido no sentido de passividade ou de ausência de engajamento. Se o estrategista não age, ele transforma, faz lentamente evoluir a situação no sentido desejado, por influência. Enfim, a transformação manifesta-se como o contrário da ação. Enquanto esta é local, momentânea e ligada a um sujeito específico, a outra é global e progressiva. Nós não a vemos, mas ela acontece. Como o envelhecimento de uma pessoa, que percebemos quando a comparamos com uma fotografia de 20 anos atrás. O pensamento chinês dissolve a individualidade do evento no processo. - Mas de que maneira essa "transformação silenciosa" se realiza hoje na China? Jullien - A China, ainda hoje, não me parece estar projetando um plano sobre o devir, perseguindo um fim dado ou divisado, mesmo imperialista, mas sim parece estar explorando da melhor maneira possível, dia após dia, seu potencial de situação. Quer dizer, tirar partido dos fatores favoráveis, seja no domínio econômico, no político, no internacional, e em qualquer ocasião. É apenas agora que começamos, um tanto estupefatos, a constatar os resultados: em alguns decênios, ela converteu-se na usina do mundo e nos próximos anos seu potencial crescerá inelutavelmente. E isso sem um grande evento ou ruptura. Deng Xiaoping, o "pequeno timoneiro", foi o grande transformador silencioso da China. Ele empurrou gradualmente a sociedade chinesa, alternando liberalização e repressão, do regime socialista ao hipercapitalismo, sem jamais ter declarado uma ruptura franca entre os dois. Vejamos, por exemplo, a imigração chinesa na França. Ela estende-se de um bairro a outro, com cada recém-chegado trazendo, um após o outro, todos os seus primos. As celebrações chinesas ganham ano a ano mais importância. Mas essa transição é tão contínua que nós não a percebemos, e não a barramos. São necessárias ferramentas teóricas específicas para compreender a China contemporânea, com esse regime hipercapitalista sob a redoma comunista apoiada em estrutura hierárquico-burocrática. O Partido Comunista Chinês já se transformou muito. A China renovou suas elites, de uma geração a outra, graças às temporadas de estudo e estágios no exterior. Mas o partido permanece como estrutura de poder. Uma das minhas grandes admirações é perceber que a China jamais conheceu outro regime que não a monarquia. Fala-se na China apenas do bom ou do mau príncipe, da ordem ou da desordem. E, mesmo, considera-se que um mau príncipe é melhor do que a anarquia. Há, sim, momentos em que o poder chinês fracassa, mas eu jamais vi aparecer o ideal de política no senso das formas-modelo de Platão, Aristóteles ou Montesquieu, as quais constituem regimes distintos, cujas qualidades intrínsecas nós cotejamos.
- Como o senhor caracteriza e diferencia os conceitos de universal, comum e uniforme? Jullien - O universal exprime um conceito da razão, emergindo da tradição europeia, e se reclama como uma necessidade a priori, confundindo-se com a elevação do pensamento e com a própria ciência. Assinala, assim, uma intransigência inegociável. O uniforme é um conceito da produção, que se projeta não por necessidade, mas por comodidade. A única racionalidade que pode ser atribuída ao uniforme é a da gestão e a da economia. Enquanto o universal apoia-se na ordem da lógica e do prescritivo, o uniforme repousa sobre a imitação. Assim, se o universal suscita ostensivamente a rebelião, aquela da singularidade, o uniforme se contenta em acalmar as resistências ao seu redor e se funde à paisagem. Sua potência é cumulativa: quanto mais se propaga, mais se impõe. O uniforme produz a estandardização e, assim como o universal, pode ofender o individual ou o singular, chocando-se com a diferença. O comum é político. Diz respeito àquilo que se compartilha. O comum não é o parecido. Ele é dado por uma noção de pertencenimento, que conforma comunidade, e pode se legitimar em progressão, por extensão gradual, como que delineando níveis sucessivos de comunidade aos quais um indivíduo ou grupo pode ser integrado. Trata-se, portanto, de um termo de dupla face, ao mesmo tempo inclusivo e exclusivo, pois, ao incluir determinado perfil, ele pode excluir outro, por negação. A tendência histórico-filosófica do comum é mais forte no sentido de se descerrar do que de se fechar. O comum evolui de um espaço de inclusão e de convergência para um local onde as particularidades se diluem, onde os interesses privados e específicos brandem suas contradições em igualdade de condições, com transparência, possibilitando a emergência do diálogo e da política.
- A Declaração dos Direitos do Homem está no plano do universal? Em sua opinião, quais as consequências disso?Jullien - É o universal que se afirma na Declaração dos Direitos do Homem. O Ocidente tenta impô-la a todos os povos do mundo, independentemente de sua cultura, como um dever, exigindo subscrição incondicional, padrão que já foi anteriormente forçado goela abaixo dos próprios europeus. A fabricação do "universal" foi excêntrica, nascendo de múltiplos projetos que culminaram na Declaração dos Direitos do Homem, de 1789. Objeto de intermináveis negociações e compromissos, o texto final é uma associação de fragmentos, que ignorou os pontos de disputa. Apesar da pressa com que foi feito, alçou-se a um estatuto ideal e necessário, revestindo-se de aura mítica. Mas o fato de ter sido constantemente reescrito, da Constituição francesa de 1793 à Declaração da ONU de 1948, já mostra que sua suposta universalidade não é um fato consumado. Impostos na época moderna, os Direitos do Homem promovem uma dupla abstração, tipicamente ocidental, que é fonte de contradição: dos "direitos" e do "homem". Ela isola o sujeito, privilegiando a emancipação, consagrada como fonte da liberdade, e, além disso, isola o homem de seu contexto vital, estabelecendo as dimensões social e política como dependentes de uma construção posterior que garanta sua existência. A criação do universal desvincula o humano de seu mundo, estabelecendo uma dramática contradição. Na Índia, por exemplo, não se concebe uma ordem natural da qual o ser humano não faça parte. A integração é estabelecida até a partir dos animais, que para os indianos são dotados do poder de compreensão e de conhecimento e podem já ter sido homens antes de renascerem como bichos. Ali, o homem é tão pouco excepcional que sua vida e morte carecem de significado, sendo destinadas a se repetir indefinidamente. Não se evidencia um princípio de autoconstituição política a partir da qual os direitos do homem devam ser declarados. Enquanto para o pensamento europeu a liberdade é a última palavra, para o Extremo Oriente é a harmonia. Sob esse aspecto, a Índia comunica-se efetivamente com a China por meio do budismo. Lá, é o Ocidente que produz uma exceção ao introduzir a ruptura que isola o homem. No Islã, o medo do juízo final, elemento primeiro da fé, reduz os direitos humanos à insignificância. Claro que hoje a noção ocidental dos direitos humanos existe em países orientais como "enxerto" estrangeiro. Afinal, os jovens chineses da Praça da Paz Celestial, quando se mobilizam, sabem que tipo de mensagem estão transmitindo para o Ocidente. Por que os orientais foram praticamente forçados a aprender esse significado e os ocidentais, por sua vez, não compreendem a visão dos orientais?

"BRIC uma sigla vazia" 20.11.09 por Ney Vilela

Jim O’Neill é chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs. Ou seja, possui um cargo cuja utilidade é difícil definir. Talvez essa situação explique por que O’Neill criou, em novembro de 2001, o acrônimo BRIC, unindo as iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China.Definida a sigla, havia de se encontrar uma função para ela: decretou-se que os países integrantes são "emergentes" e "importantes". Projeções demográficas (lineares) e modelos de acumulação de capital e aumento de produtividade (igualmente lineares) indicariam que, no glorioso ano de 2050, esse grupo de países poderia se tornar a maior força na economia mundial, superando as economias dos países do G7 (Estados Unidos da América, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália) em termos de valor do PIB (em dólares americanos). Além da importância econômica, os BRIC tenderiam a aumentar sua influência política e militar sobre o resto do mundo. De acordo com o relatório produzido por O’Neill, os BRIC concentrarão mais de 40% da população mundial e um PIB de mais de US$ 85 trilhões.Tudo isso é muito interessante, mas é provável que esse exercício de futurologia fracasse, pois estamos diante de países que várias vezes, nos últimos 40 anos, enveredaram por ações políticas e econômicas inadequadas; não parece razoável supor que, de agora em diante, parem de se equivocar. Isso para não se discutir eventuais falhas do modelo matemático adotado ou eventuais erros nas projeções.
Vejamos se há muita coisa comum aos BRIC, começando pela economia. Um indicador importante é o PIB e, nesse caso, o chinês é maior do que os três outros juntos. No que se refere às exportações, a China vendeu no ano passado US$ 990 bilhões, enquanto o Brasil não passou de US$ 160 bilhões, ou menos do que 1/6 das exportações chinesas. As reservas cambiais chinesas são de US$ 800 bilhões, ou quatro vezes mais do que as do Brasil. As economias de Rússia e Índia são de tamanho aproximado à do Brasil. A China não está interessada em Rodada Doha e não se submete às determinações da Organização Mundial do Comércio, pois utiliza-se de subsídios governamentais e de mão de obra sobre-explorada para baixar os preços dos produtos que exporta. Nesse sentido, a China não é parceira do Brasil ou da Rússia, mas adversária sem escrúpulos.No terreno geopolítico, Rússia, Índia e China possuem arsenais nucleares; o Brasil, não. Rússia e China estão no Conselho de Segurança da ONU, um sonho impossível de se realizar para o Brasil. A Rússia participa do G-8; a China está no bloco econômico asiático, que é informal, mas é efetivo; a Índia está no commonwealth; a Rússia possui seus satélites, herdados da velha União Soviética; o Brasil, em contrapartida, carrega o Mercosul nas costas. Rússia, China e Índia possuem (conturbadas) fronteiras comuns; o Brasil fica a milhares de quilômetros de distância. Brasil e Índia são países democráticos; o regime russo é difícil de definir; a China é uma ditadura sem disfarces. Os governos da Rússia, da China e da Índia apostam pesado na educação de seus cidadãos; o Brasil nem sequer sabe qual é a utilidade do ensino médio. China e Índia têm populações bilionárias; Brasil e Rússia estão chegando agora aos 200 milhões de habitantes. Enquanto Brasil, Rússia e Índia são amálgamas de nacionalidades, religiões e etnias, a China possui mais de 90% da população de etnia Han. Índia e China possuem civilizações multimilenares. Rússia e Brasil começaram a se formar no século XVI. Atualmente, os BRIC não formam um bloco político (como a União Europeia), nem uma aliança de comércio formal (como o Mercosul e a Alca), e muito menos uma aliança militar (como a Otan), mas querem ter mais voz nas discussões internacionais. O presidente russo Dmitri Medvedev, em relação aos BRIC, afirma: "Agora somos grandes – representamos 15% do PIB mundial e temos 42% das reservas mundiais – e queremos falar de igual para igual com os EUA e a Europa; eles não podem mais fazer o que quiserem sem nunca nos consultar". No discurso, a ideia é muito legal. Mas o troco será dado pelas nações mais ricas, que certamente dirão que os emergentes são bem-vindos, mas que deverão ampliar suas responsabilidades em relação ao planeta. Os BRIC não poderão ficar na posição de se queixar, mas precisam colaborar no enfrentamento dos problemas ambientais globais, liberar o câmbio (será que a China aceita?), ajudar no combate à miséria, liberalizar o comércio, etc., etc., etc.O Brasil desempenharia (na projeção feita para os BRIC) no ano de 2050, o papel de país exportador agropecuário, sendo que a sua produção de soja e de carne bovina seria suficiente para alimentar mais de 40% da população mundial. A cana-de-açúcar também desempenharia papel fundamental na produção de combustíveis renováveis e ambientalmente sustentáveis – como o álcool e o biodiesel. Enfim, nos reservam a posição de fornecedores de commodities, em uma situação não muito diferente da que assumimos, como colônia portuguesa, em séculos passados. Em suma, ser BRIC não é uma opção muito estimulante para nós. O melhor é abandonar o mito representado por esse bloco criado pela mentalidade agradavelmente descompromissada de um burocrata norte-americano. Até porque, em breve, alguma outra sigla acabará sendo inventada por algum outro "chefe de pesquisa em economia global". Eu mesmo tenho uma sugestão: uma sigla que reúna países semelhantes. Minha proposta é unir as iniciais de Kuwait, Irã, Bahein, Emirados Árabes: países do Golfo Pérsico, exportadores de petróleo, muçulmanos. E a sigla ficaria maravilhosa: KIBE.

"Grandes potências se dizem decepcionadas com o Irã" 20.11.09

Os seis países envolvidos nas negociações sobre o programa nuclear iraniano se disseram nesta sexta-feira "decepcionados" com a atitude de Teerã, que não respondeu "positivamente" à proposta da Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) referente ao enriquecimento de urânio no exterior.
"Estamos decepcionados com a falta de progressos" registrados desde a reunião entre os seis (Estados Unidos, China, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha) e o Irã do dia 1 de outubro passado em Genebra", declarou Robert Cooper, porta-voz do chanceler da União Europeia (UE) Javier Solana, depois de um encontro entre todas as partes envolvidas em Bruxelas."O Irã não respondeu positivamente à proposta de acordo da AIEA referente a um reator nuclear de pesquisa em Teerã", lamentou Cooper.As grandes potências exortaram o Irã a iniciar "um diálogo sério" com elas.Um alto representante da UE afirmou por sua vez que sanções contra Teerã foram estudadas durante a reunião desta sexta-feira, mas não "de forma específica".
"Houve uma discussão geral sobre as sanções. A resposta é que sobre todos estes elementos há uma questão de calendário, e este não era o momento apropriado" para sanções, disse a fonte, que não quis ser identificada.
"A estratégia de dois eixos continua válida", acrescentou, referindo-se à política da comunidade internacional que consiste em emitir propostas de cooperação e ao mesmo tempo a ameaçar com novas sanções.
Quarta-feira, Teerã rejeitou a proposta internacional que lhe foi feita sobre o enriquecimento de seu urânio.
O Irã se recusa a transferir para o exterior seu urânio pouco enriquecido, o que constitui uma rejeição do principal ponto da proposta emitida pela AIEA no dia 21 de outubro.
O diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, tratou de mostrar otimismo nesta sexta-feira, afirmando que a resposta do Irã não é definitiva. Ele expressou a esperança de que um acordo possa ser concluído "até o fim deste ano" e emitiu dúvidas sobre a eficácia das novas sanções contra Teerã.Segundo o cenário imaginado pela AIEA, o Irã enviaria cerca de 70% de seu urânio pouco enriquecido à Rússia, onde seria enriquecido novamente antes de ser levado para a França, que o transformaria em combustível para um reator nuclear de pesquisa em Teerã.Quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que os Estados Unidos e seus aliados estavam analisando as "consequências" da atitude iraniana.O Irã já é alvo de três resoluções do Conselho de Segurança da ONU acompanhadas de sanções.O ministro iraniano das Relações Exteriores, Manuchehr Mottaki, expressou quarta-feira o desejo de organizar uma nova reunião "técnica" com os Estados Unidos, a Rússia e a França sob a supervisão da AIEA para conversar mais sobre o projeto. A proposta, porém, já foi rejeitada por Paris.

Embaixador diz que Irã não recebeu aviso da Petrobrás 20.11.09

O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, afirmou hoje que não recebeu nenhuma informação oficial da Petrobras de que a empresa estaria saindo do Irã. O diretor da área internacional da estatal, Jorge Zelada, anunciou nesta semana, no Rio de Janeiro, que a empresa já iniciou o processo de devolução das concessões e caminha para fechar sua representação iraniana.O embaixador insistiu que o Irã mantém a segunda maior reserva de petróleo no mundo e a quarta maior de gás; tornou-se o principal centro energético mundial, com técnicos altamente especializados e mantém em andamento 10 projetos de construção de refinarias e dezenas de outros projetos no setor petroquímico. "Se uma empresa não quer ou não conseguir ter participação em projetos no Irã, vai se prejudicar", advertiu. "Atualmente, há uma grande concorrência entre empresas, de vários países, pelos projetos do Irã", completou.O embaixador afirmou ainda que se a Petrobras ficar no País terá lugar privilegiado na concorrência pelos projetos no Irã. Ele lembrou ainda que outras empresas brasileiras já manifestaram interesse de investir no Irã e que boa parte desses negócios pode ser discutida durante a Feira Internacional de Petróleo e Gas, que ocorrerá em abril de 2010 em Teerã.

"Ahmadinejad ficará só um dia no Brasil" diz embaixador 20.11.09

O embaixador do Irã, Mohsen Shaterzadeh, disse nesta sexta-feira, 20, que a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil será de apenas um dia. Após o desembarque em Brasília, na manhã de segunda-feira, Ahmadinejad será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Itamaraty, onde ambos almoçarão.Na parte da tarde, segundo Shaterzadeh, o presidente iraniano terá encontros com os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Por volta das 18h30, Ahmadinejad fará palestra no Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), aberta a perguntas das pessoas presentes.Para encerrar a visita, dará entrevista coletiva, às 20h30. O embaixador afirmou ainda que a delegação presidencial iraniana é formada por 250 pessoas, das quais 150 são empresários e executivos de grandes companhias de pelo menos 14 setores, entre os quais eletrodoméstico, petroquímica, transportes, eletroeletrônica, energia, têxteis, farmacêutico, de mineração, siderurgia, metalurgia, química e agronegócio. Na quinta, no Rio de Janeiro, foi fechado um acordo de cooperação entre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Bolsa de Valores do Irã.Na segunda-feira, serão fechados acordos nas áreas agrícola, de energia, de cultura, cooperação técnica, cooperação universitária e cooperação em tecnologia avançada. Segundo o embaixador, não haverá nenhum acordo relativo à área nuclear e, na delegação, não haverá representantes iranianos desse setor.Em paralelo à visita oficial, será realizado, também no Itamaraty, um seminário empresarial coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).Ao responder a uma pergunta sobre a ida de Ahmadinejad ao Congresso, apesar de representantes de vários partidos terem protestado contra a visita dele ao Brasil, Shaterzadeh afirmou que a maioria da população brasileira ficará "contente" com a presença do presidente iraniano no País. Afirmou ainda que os presidentes da Câmara e do Senado conhecem a realidade do Irã, um país "100% democrático" e "o mais democrata do Oriente Médio".

Irã trata com Turquia proposta de processar urânio no exterior 20.11.09

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, recebeu hoje o ministro turco de Assuntos Exteriores, Ahmet Davutoglu, com quem tratou sobre a oferta internacional feita a Teerã para que envie ao exterior parte de seu urânio pouco enriquecido para ser processado.Segundo a televisão estatal turca "TRT", a reunião, realizada na cidade iraniana de Tabriz, se centrou nas relações bilaterais, embora também tenha tratado sobre a polêmica nuclear iraniana com a comunidade internacional, e à conversa se uniu o chefe da diplomacia iraniana, Manouchehr Mottaki.Davutoglu chegou esta tarde à citada localidade convidado pelo vice-presidente iraniano, Mohamad Reza Rahimi, após ambos terem participado na cerimônia de posse do presidente afegão, Hamid Karzai.A Turquia se mostrou recentemente disposta a armazenar urânio enriquecido iraniano para facilitar uma solução para o litígio nuclear."Este tema deve ser resolvido por meios diplomáticos com o concurso de todas as partes e no marco do respeito mútuo. Para conseguir este objetivo a Turquia está disposta a levar a cabo a tarefa que lhe for pedida", disse Davutoglu em declarações à televisão pública turca.

Anatel: Brasil alcança 168 mi de celulares em outubro 20.11.09

O número total de celulares em operação no País alcançou 168 milhões no mês de outubro, segundo dados divulgados hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Somente no mês passado, segundo o balanço, foram vendidos 1,916 milhão de celulares, o que representa um crescimento de 1,15% em relação ao total de celulares existentes no País em setembro.
De janeiro a dezembro deste ano, as vendas superaram 17,39 milhões de celulares, desempenho que só perde para o ano passado, quando 23,8 milhões de novos telefones móveis entraram em operação no mesmo período. Do total de celulares, 82,27% são pré-pagos e os 17,73% restantes estão na modalidade pós-paga.
Com os novos números, a cada grupo de 100 pessoas, 87 têm celular. No Estado de São Paulo, por exemplo, há mais de um celular por pessoa, com 104 telefones móveis a cada grupo de 100 pessoas. A Vivo continua na liderança do mercado, com 29,51% do total de celulares. A Claro vem em segundo lugar, com 25,45%, seguida da TIM, com 23,73%. A Oi aparece na quarta colocação, com 20,94%.

Taxa de desemprego cresce em 29 Estados dos EUA 20.11.09

O desemprego aumentou em 29 Estados dos Estados Unidos e também no Distrito de Columbia em outubro na comparação com setembro, num indício de que a ameaça que o mercado de trabalho fraco representa para a recuperação econômica possa estar crescendo. Dados do Departamento de Trabalho divulgados hoje apontaram que em 13 Estados a taxa de desemprego diminuiu e em oito ficou estável em outubro ante setembro. Em setembro, o Departamento de Trabalho havia informado que 23 Estados mais o Distrito de Columbia haviam registrado aumento de suas taxas de desemprego na comparação com agosto; em 19 houve decréscimo e, em oito, a taxa ficou estável. Os dados estaduais foram divulgados duas semanas após o Departamento informar que a taxa de desemprego em todo o país subiu para 10,2% em outubro, a máxima em 26 anos. De todos os 50 Estados, Michigan registrou a taxa de desemprego mais alta em outubro, de 15,1%. Nevada foi o segundo, com 13,0%, enquanto Dakota do Norte apresentou a taxa mais baixa, de 4,2%.Os dados mostraram ainda que, apesar do aumento da taxa de desemprego, foram criadas vagas de trabalho em 28 Estados e no Distrito de Columbia em outubro, enquanto em 21 Estados foram eliminadas vagas de trabalho e em um esse número ficou estável. Há duas semanas, o Departamento de Trabalho havia anunciado o corte de 190 mil vagas de trabalho em todos os EUA em outubro. Um relatório separado mostrou que foram anunciadas 2.127 demissões em massa em outubro, que atingiram 217.182 pessoas; em setembro, ocorreram 2.561 cortes em massa que atingiram 248.006 trabalhadores. Uma demissão em massa é aquela promovida por uma única empresa e que envolve no mínimo 50 pessoas. Desde que a recessão começou nos EUA, em dezembro de 2007, o número de desempregados cresceu em 8,2 milhões no país e a taxa de desempregou aumentou em 5,3 pontos porcentuais. As informações são da Dow Jones.

Exportações argentinas caem 21% em outubro 20.11.09

As exportações argentinas chegaram a US$ 4,839 bilhões em outubro passado, o que representa queda anualizada de 21%, informou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).Nos primeiros dez meses do ano, a Argentina acumulou um superávit comercial de US$ 14,439 bilhões, com uma alta anualizada de 29%.As trocas do mês passado deixaram ao país um superávit de US$ 1,182 bilhão, 16% maior frente a outubro de 2008.Segundo o Indec, a Argentina importou em outubro mercadorias no valor de US$ 3,657 bilhões, 29% menos que no mesmo mês de 2008.Entre janeiro e outubro último, as exportações totalizaram US$ 45,965 bilhões, com uma queda anualizada de 25%. Já as importações alcançaram US$ 31,526 bilhões, o que reflete uma baixa de 37% frente ao mesmo período de 2008.A Argentina fechou o ano passado com um superávit comercial de US$ 13,176 bilhões, produto de exportações de US$ 70,589 bilhões e importações de US$ 57,413 bilhões.Para 2009, o orçamento prevê um superávit de US$ 11,977 bilhões, com exportações de US$ 75,700 bilhões.

"Brasil terá tsunami de gás em 2010" 20.11.09 Obs.A era do Brasil já começou..

O Brasil está prestes a viver um "tsunami" de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos campos do pré-sal. Até setembro, o País já acumula uma média de 33 milhões de metros cúbicos (m³) por dia excedentes de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia.
Com os campos do pré-sal, a sobre oferta pode subir para até 80 milhões de m³ por dia.Já no ano que vem, o excedente deve ser ampliado em pelo menos 10 milhões de m³ por dia, com a entrada em operação da plataforma de Mexilhão, que deixou ontem o estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, rumo à Bacia de Santos. Maior estrutura de aço já construída no País, a plataforma deve chegar ao destino em duas semanas. A entrada em operação está prevista para meados de 2010.A unidade tem capacidade para produzir 15 milhões de m³ de gás natural por dia, volume que será atingido gradualmente, de acordo com o desenvolvimento do mercado. A última grande reserva de gás a entrar em operação no Brasil, Camarupim, no Espírito Santo, está hoje sem produção por falta de consumidores.Para o diretor de gás e energia da Shell Cone Sul, Antonio Assumpção, a sobre oferta é fruto do atual modelo do setor elétrico, que não atrai investimentos em gás e energia. Para ele, o problema vai se agravar com o início da produção do pré-sal. "Teremos uma reserva excedente de pelo menos 50 TCFs (trilhões de pés cúbicos de gás natural, o equivalente a 1,8 trilhão de m³) para destinar para a exportação a partir de 2020, quando as áreas do pré-sal começarem a produzir." Segundo ele, somente Tupi e Júpiter já teriam reservatórios suficientes para dobrar o volume total de reservas de gás no País hoje, de 15 TCFs (420 bilhões de m³).Em contrapartida à oferta crescente, e ao contrário de poucos anos atrás, a demanda está deprimida. Aliado à crise econômica mundial, que reduziu as atividades da indústria, o consumo também foi reduzido porque as usinas térmicas não foram acionadas. O País passa pelo período mais úmido da sua história, com os reservatórios das hidrelétricas quase vertendo água num período em que era para ser seco.O sistema elétrico nacional tem como base as usinas hídricas, que respondem por mais de 90% da energia gerada. Com isso, as termoelétricas só são ativadas emergencialmente em momentos de seca, onde há equilíbrio entre a falta de energia e o seu custo mais elevado. "Se estamos assim no fim do chamado período seco, agora que entraremos no úmido não há perspectiva de as usinas serem acionadas", admite a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster.Para ela, a demanda ao final de 2010 deverá ser a mesma de janeiro deste ano, na casa dos 40 milhões de m³, volume menor do que todo excedente junto previsto após a entrada em produção de Mexilhão. "Na prática, apesar de estarmos registrando uma retomada do consumo industrial nos últimos meses, vamos perder um ano em ritmo de crescimento da demanda em geral", comentou, frisando que em nenhum momento houve queima de gás excedente. Segundo ela, as queimas que chegaram a bater recorde este ano, na casa dos 13,3 milhões de m³ em junho são "técnicas".

Ford vai ampliar fábrica na BA e investe R$ 4 bi no País 20.11.09

A Ford anuncia hoje, na Bahia, a ampliação da fábrica de Camaçari, projeto que ficará com grande parcela de um investimento de cerca de R$ 4 bilhões que será gasto pelo grupo em todas as unidades no País nos próximos cinco anos. É o maior investimento da empresa no Brasil, segundo fontes do setor automobilístico e governamental. O programa anterior, para o período 2007/2012, é de R$ 3,4 bilhões e se somará ao novo aporte.A solenidade terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Eles também devem anunciar programas de incentivo fiscal à montadora, a exemplo do que ocorreu na época da inauguração da fábrica baiana, em 2001.O presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, apresentará os novos projetos da companhia, que incluem desenvolvimento de veículos, um deles provavelmente o substituto do EcoSport. A fábrica de Camaçari opera no limite de sua capacidade - de 250 mil carros ao ano - e sua ampliação vinha sendo negociada há pelo menos dois anos.Para a construção da fábrica, a primeira de uma grande montadora do Nordeste, a Ford aplicou US$ 1,2 bilhão (na época, o equivalente a R$ 3,2 bilhões). Na ocasião, foi beneficiada pelo regime automotivo do Nordeste, que concedeu benefícios fiscais, como a isenção de impostos por vários anos.A unidade trabalha no sistema modular de produção, com vários fornecedores instalados dentro da fábrica e que também vão arcar com parte do investimento. São produzidos na linha de montagem os modelos Fiesta, Fiesta sedã e EcoSport.Nas próximas semanas, outra montadora, a Volkswagen, deve anunciar novos investimentos principalmente para a fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos os modelos Gol, Polo, Saveiro e Kombi, em várias versões. Recentemente, a General Motors anunciou um programa de R$ 2 bilhões até 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

guerra do gás 20.11.09 Eni retoma processo de venda da Gas Brasiliano

A petroleira italiana Eni decidiu retomar o processo de venda da distribuidora de gás canalizado Gas Brasiliano, que havia sido suspenso em 2005, após a descoberta de reservas do combustível na Bacia de Santos. Segundo fontes próximas ao assunto, o processo faz parte de um redirecionamento dos negócios da companhia após a crise financeira, com foco maior nas operações de gás na Europa.O banco Santander foi contratado para coordenar a venda da distribuidora brasileira.“Com a recente crise econômica mundial, houve um redirecionamento nos negócios do grupo, com a decisão da venda do ativo”, disse uma fonte a par das negociações em curso. Segundo essa fonte, as negociações com potenciais interessados estão bastante avançadas. “A tendência é de que o negócio seja concluído ao final deste ano ou no início de 2010”, contou.Segundo ele, entre os interessados estão as mesmas empresas que participaram do primeiro processo de venda, como Petrobrás e Cemig. Interessada em ampliar sua presença no País, a BG também deve avaliar o ativo, mas enfrenta entraves por já controlar a Comgás.Em 2005, a Eni chegou a abrir uma sala de informações para interessados na Gas Brasiliano, mas não considerou atrativas as ofertas recebidas. Além disso, descobriu um reservatório de gás ao lado de Mexilhão, maior reserva brasileira do combustível, o que poderia justificar a manutenção das atividades no País. No entanto, a jazida ainda não foi desenvolvida, embora a empresa tenha informado à Agência Nacional do Petróleo (ANP) diversas descobertas na concessão.Esse não será o primeiro ativo que a Eni se desfaz no Brasil. Em agosto de 2004, o grupo vendeu a Agip do Brasil, que atuava nos segmentos de gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha), lubrificantes e distribuição de combustíveis, à Petrobras, por US$ 450 milhões. Pela nova estratégia da companhia, os segmentos de refino e vendas de combustíveis serão focados na Europa. No gás, o único foco internacional é o gás natural liquefeito (GNL).

Guerra do gás:rússia ucrânia 20.11.09

parte 01
http://en.rian.ru/russia/20091120/156910986.html
parte 02
http://en.rian.ru/exsoviet/20091120/156911369.html

Japão declara oficialmente que está em deflação 20.11.09

A economia em deflação
http://resistir.info/crise/whitney_13jul09_p.html
O governo do Japão declarou oficialmente nesta sexta-feira que o país entrou em deflação, e alertou que as contínuas quedas de preço podem trazer problemas para a nascente recuperação econômica. A fraqueza da demanda doméstica levou a segunda maior economia do mundo a entrar numa "fase deflacionária moderada", disse o governo, em seu relatório econômico mensal de novembro.Esta é a primeira vez desde meados de 2006 que as autoridades dizem que o Japão está acometido por persistentes quedas de preço, que podem prejudicar a economia porque derrubam o lucro das empresas e aumentam o peso de suas dívidas. Isso leva os administradores das companhias a reduzir a força de trabalho e a adiar os investimentos. A declaração no relatório oficial sugere o temor do governo de que a queda dos preços provoque uma recessão de duplo mergulho.Pelo segundo mês consecutivo, o governo deixou inalterada sua avaliação de que a economia está melhorando, de que a recuperação não está sendo puxada basicamente por fatores domésticos e de que permanecem os fatores de preocupação, como a taxa de desemprego relativamente alta.Os preços têm caído durante grande parte do ano, mas recentemente emergiram sinais de que a deflação pode estar piorando, por causa da fraqueza econômica. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na última segunda-feira mostraram que um indicador dos preços locais, o deflator da demanda doméstica, teve a maior queda em mais de 50 anos. As informações são da Dow Jones.

Jornal oficial chinês rejeita apelos por mudanças no iuan 20.11.09

As pressões dos Estados Unidos por uma valorização da moeda chinesa equivalem a Washington abdicar de sua responsabilidade por deficits crescentes e impediria uma recuperação econômica global, afirmou um jornal oficial chinês nesta sexta-feira. O comentário na edição internacional do People's Daily é o último lance em uma discussão sobre o iuan, que para a administração Obama é mantido artificialmente baixo para dar uma vantagem aos exportadores chineses, o que distorce a economia global. A rejeição direta desses argumentos vinda do Partido Comunista chinês é o sinal mais recente de que Pequim não tem nenhuma intenção de ceder a pressões externas. O governo, ao contrário, joga a culpa pelas dores do dólar no colo de Washington. "Aliás, insistir repetidamente na questão da apreciação do iuan é uma tentativa de desviar a atenção e esquivar-se da responsabilidade, e de fazer outros países, incluindo a China, pagar a conta pelos gigantes deficits comercial e fiscal dos Estados Unidos", argumentou o artigo do jornal, escrito pelo economista Shi Jianxun, da Universidade Tongji em Shangai. Apesar de o comentário não refletir diretamente a opinião do governo, sua publicação na mídia oficial, que é fortemente controlada, sugere que a opinião da elite permanece hostil à apreciação do iene.

Holanda põe mais 4 bi no ABN-Amro 20.11.09

O governo holandês anunciou ontem uma nova injeção de capital no Banco ABN-Amro, a quarta desde o fim de 2008, de 4,4 bilhões, a fim de que a instituição possa cumprir o projeto de fusão com a filial holandesa do Banco Fortis. O ministro das Finanças holandês, Wouter Bos, explicou, em carta ao Parlamento, que 3 bilhões serão na forma de dinheiro e 1,4 bilhão, em empréstimos investidos em ações.Em junho, o banco, que já se tornou de propriedade pública, recebeu do Estado 2,5 bilhões. A Holanda ficou com as subsidiárias belgo-holandesas do Fortis, após a sua desintegração, no ano passado.

Benjamin visita as bases de guerra naval em israel 20.11.09








luta popular na índia 20.11.09








luta dos trabalhadores na FIAT 20.11.09